Para ti meu amor

O nosso tempo juntos

Uma história, várias memórias e o meu pedido de desculpa.

Nós

Nós

Há quanto tempo estamos juntos?

Nós

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Cada segundo conta

O nosso tempo, em números

    Do meu peito para o teu

    O meu sincero pedido de desculpa

    Lalesca, meu amor,

    Eu não venho aqui para ficar bonito nas palavras. Venho porque o arrependimento já não cabe no peito. Desculpa. Desculpa pelos pequenos detalhes em que falhei — o recado que não mandei, a pergunta que não fiz, a mão que não segurei, o “estou aqui” que ficou preso na boca. Foi nessas coisas miúdas que o meu amor deveria ter aparecido. E não apareceu.

    O que mais me pesa: quando você mais precisou da minha presença, eu não estive lá. Não no corpo, talvez — no olhar, no tempo, na atenção. Você pediu-me, mesmo sem palavras, e eu falhei. Deixei-te sozinha no sítio onde um homem que ama deveria ter estado. Isso não tem desculpa fácil. Só tem a verdade: eu errei, e dói-me ter-te falhado justamente aí.

    Há um amor enorme em mim, e mesmo assim não soube cuidar de você nem demonstrá-lo. Às vezes o sentimento é tão grande que as mãos tremem, a boca trava, e o que você recebe é um homem quieto, ausente, como se te amar fosse óbvio demais para ser mostrado. Não é. Você merecia ver, sobretudo nos dias difíceis, o quanto eu te amo — não a sombra disso, a prova.

    Se me deres outra vez a tua mão, prometo isto: estar quando precisares. Cuidar dos pormenores. Não desaparecer no momento em que a minha presença é o único presente que importa. Quero que, quando fechares os olhos, saibas que desta vez eu fico — e que o meu amor deixa de ser só um sentimento escondido, e passa a ser um homem ao teu lado.

    Com o coração nas mãos, e o arrependimento sem disfarce,
    Edmilson

    A nossa galeria

    Nós, em fotografias

    Sem contar, mas tentando

    Porque te amo

      Os capítulos que já escrevemos

      A nossa história

        Papel, prata, ouro

        As nossas bodas

        Daqui para a frente

        O que eu te prometo

          A pergunta que importa

          Aceitas as minhas desculpas?

          Podes dizer que sim. O “não”… vai ter de me apanhar.